
STF debate proibição de apostas, e clubes alertam para impacto financeiro
De acordo com o vídeo publicado pelo canal Canal do Lessa:
- O STF realizou uma audiência pública sobre a medida provisória que proíbe as casas de apostas no Brasil. Não houve decisão; o ministro Luiz Fux afirmou ser favorável ao banimento, mas disse que pretende levar novos elementos aos demais ministros antes do julgamento.
- Fux afirmou que a audiência não ouviu apenas clubes e empresas de apostas: também foram convidados representantes dos supermercados e do Ministério da Justiça, entre outros.
- O presidente do Fluminense, Mateus Montenegro, defendeu que a interrupção das receitas das apostas pode causar desemprego no futebol, especialmente em clubes menores, e pediu que esse impacto fosse considerado.
- A fala de Montenegro, ao comparar o drama do desemprego com o de famílias endividadas por apostas, gerou forte reação nas redes sociais. Críticos disseram que a comparação minimizou os danos da ludopatia e do endividamento.
- Um representante do Botafogo citou um relatório da ONU sobre a China para argumentar que a proibição pode deslocar apostas para o mercado ilegal, em vez de eliminar a demanda.
- Entre os argumentos dos clubes está a necessidade de um período de transição, devido a contratos e compromissos financeiros firmados enquanto o mercado era regulamentado.
- A audiência não definiu o futuro das apostas no país. Uma possível transição foi apontada como alternativa para reduzir o impacto imediato nos clubes.
Assista ao vídeo 😨PERDERAM A LINHA! CLUBES CAVARAM A PRÓPRIA COVA! DESASTRE TOTAL!😡CONTRATOS MILIONÁRIOS EM JOGO! .
Transcrição do vídeo
De volta com mais informações e mais notícias do Fluminense aqui no canal do hoje um dia muito importante, como falamos mais cedo, o dia da audiência pública sobre a MP das bets no Supremo Tribunal Federal no STF. Não foi um dia de decisão ou decisões, mas foi um dia de manifestações. E eu tava esperando essa audiência pública convocada pelo ministro Luiz Fuxs para entender o caminho que cada lado dessa história iria seguir. quem é ou qual estratégia os clubes que são os principais interessados, os mais desesperados com essa medida provisória que proíbe a ação das beds aqui no Brasil, qual seria ou quais seriam as estratégias dos clubes para convencer o governo federal, para comover de alguma forma, né, a população, a sociedade para se fazer entender, para mostrar quais caminhos alternativos existem para evitar uma proibição total e também para perceber como iriam se comportar as entidades e de comércio, como a Abras, eh o Ministério da Saúde, que também se manifestou, eh o próprio ministro Luiz Fuxs, que de cara já disse ser a favor do banimento das bets. E aí é um posicionamento importante porque muita gente estava apontando que o Flux não convocou entidades eh saúde eh do próprio governo eh que participaram também da construção dessa medida provisória, que participaram da da publicação dessa medida provisória. Enfim, os agentes que construíram o que hoje existe em termos de decisão, que é a proibição, como cada um eh vai defender o seu ponto. E o Fux já abriu até para para afastar, é, qualquer manifestação ou pressão ainda maior de que ele havia tomado um lado de favorecer de alguma forma as Bets e as entidades que protegem que defendem as bets. De cara ele já disse: "Olha, eu sou contra. Eu vou colocar aqui uma a manifestação do Luiz Fux e depois trazer um posicionamento. Eh, alguns são trechos curtos, tá? mas que são importantes pra gente entender, inclusive do presidente do Fluminense, Mateus Montenegro, que esteve lá na audiência e se manifestou. Então, o que me parecia evidente não era tão evidente assim e houve um pedido de vista que não voltou até hoje, razão pela qual eu não tive oportunidade de reiterar e acrescentar ao meu voto úo, a minha percepção de que as BEDS devem ser banidas. sucede que eu tenho 10 colegas que vão ter de apreciar, razão pela qual eu preciso levar a eles outros elementos que surgiram depois da edição da medida provisória. Então, no primeiro momento, evidentemente que o meu ponto de vista depende da aceitação do colegiado, eu tive a oportunidade de destacar todos esses dados depois de ouvir todos esses segmentos. Não procede agação de que eu só convoquei eh empresas e times de futebol, não. Até porque eu convoquei também, o que eu acho importante que só de veio depois da mí provisória, a Associação Brasileira dos Supermercados. convoquei, convoquei, convidei sua excelência o ministro da justiça, porque há notícias de que a proibição gerou o surgimento de milhares de betes ilegais. Nada disso, o colegiado. >> Bom, esse é o posicionamento do Fux. Agora eu vou trazer aqui uma fala do do Mateus Montenegro que acabou acabou se tornando muito problemática e foi o que mais viralizou nas redes sociais de todos que se manifestaram. O Mateus é reconhecidamente um grande advogado tributário, é um cara acostumado com esse tipo de audiência, preparado para isso, mas uma fala dele, para mim a a construção, enfim, os argumentos tava dentro da normalidade, dentro daquilo que que eu imaginava. Mas uma frase dele pegou muito mal e isso explodiu nas redes sociais. Eh, muita gente se manifestou com revolta devido a essa fala aí do Mateus Montin Eu ouvi muito atentamente aqui toda a manifestação do governo federal e um ponto que me chamou muita atenção é que eu ouvi muito se falar sobre drama, o drama das famílias, o drama do endividamento e isso é verdade. O Fluminense não nega isso. Só que também, excelência, existe um drama do desemprego. O que que os clubes vão fazer se a receita acabar? Eu já vi muitas vezes a Suprema Corte discutir a ponderação de princípios, mas aqui neste caso, infelizmente nós teremos que fazer a ponderação entre os dramas. O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma família que vai ter que sofrer os efeitos do desemprego, que é o que vai acontecer na cadeia do futebol, especialmente das agremiações menores com base nessa perda de receita. Então eu queria agradecer Vossa Excelência a oportunidade, a iniciativa e o Fluminense fica à disposição dessa Suprema C. Então eu vou trazer, eu vou trazer aqui se eu não me engano, menos de 10 minutos, toda a fala do Mateus e os argumentos que ele usa para para defender a permanência das bets e a transição eh de um ou pelo menos um período de transição, na verdade. Vou colocar no final do vídeo para você que não assistiu porventura, até para para colocar o não fazer só um recorte de uma fala de 50 segundos quando ele falou muito mais que isso. Eu vou deixar no fim do vídeo. você que não assistiu ou você que assistiu e quiser assistir novamente, porque o Mateus é o presidente do Fluminense, logo é é o que mais nos interessa ali e em relação os que se manifestaram. Essa fala é ela, eu entendo o ponto do Mateus, o que ele quer dizer é que existe um outro problema. A gente tem um problema de vício, a gente tem um problema de de ludopatia, de pessoas que estão doentes, né? É um problema muito mais grave social. Ele quis dizer que isso vai gerar um outro problema social em termos de desemprego, de pessoas que vão perder os seus empregos, mas não tem o mesmo termo, o mesmo peso. E a forma como se coloca isso também é muito ruim e acaba pegando muito mal pr para para quem tá de fora. E aí a rede social não vai perder, não vai perdoar. E enfim, muita gente se manifestou massacrando essa fala do Mateus e realmente o contexto ele ficou muito ruim, a colocação, a a entonação ficou muito ruim. É como eh muita gente entendeu como uma diminuição do problema das pessoas que enfrentam vício, das pessoas que eventualmente estão morrendo por isso e e e que é algo muito mais pesado do que evidentemente você perder o emprego. Eu perdi o emprego, acabou o canal do Lessença, eu vou me virar, vou tentar, vai ser muito ruim. Claro, muita gente tá perdendo emprego mesmo. Isso é um fato. Eu conheço várias pessoas, inclusive de jornalismo, muita, porque as empresas vão cortar investimento, isso é um fato, mas você vai, enfim, né, eh, caçar um outro caminho, vai se adaptar. Eh, eh, são pesos diferentes, né? É difícil você colocar isso e eh numa mesma prateleira. Ele como advogado, ele vai tangenciar para tudo quanto é lado, mas fica difícil e passa de fato muito ruim, porque mexe com a imagem do clube, querendo ou não, é o presidente do Fluminense tá ali, não é só o mero representante, é o presidente do Fluminense que tá falando ali. E no fim das contas fica marcado e muita gente classificou como a pior fala de toda a audiência, fica muito marcado negativamente por um por uma coisa que eu acho que ele não quis dizer dessa forma. Acho que ele colocou, se colocou muito mal ali, mas é fato. Eh, o estrago externo ele já tá feito. Eh, é indiscutível. O que eu acho, com base nas manifestações que eu vi hoje, vi a audiência, boa parte da audiência, eh, a verdade é que para mim, eu tava esperando essa audiência para ter um pouco mais de certeza em relação a isso. Para mim, as bets não voltam no Brasil, não vão operar mais no Brasil. Isso é fato, porque não é só uma questão do governo. Isso tem um apoio da população, né, de grande parte da população brasileira, da sociedade. E o povo quando se junta tem força, porque tem uma coisa que político gosta ou pelo menos teme, tem mais medo do que perder dinheiro, que é perder voto. É uma das poucas coisas que ele se preocupa às vezes também, não é sempre não, porque o Congresso vai jogar isso e todo mundo tá vendo a manifestação muito forte de sociedade. Os caras vão pensar, pô, calma aí. E aí é tipo, ah, quer quer mexer com a estrutura de alguma coisa, mexe no bolso. Quer mexer com político, mexe no voto. Com dinheiro também. Mas às vezes o, a questão do voto pesa mais. Então, para mim, os clubes que hoje defendem as bets, principalmente os clubes, tem outras entidades também, principalmente os clubes, perderam uma oportunidade de oferecer de fato para o público, para a sociedade, para o governo, argumentos plausíveis, argumentos justos, argumentos que soluções, na verdade, não adianta falar: "Meu Deus, como eu vou pagar os salários dos jogadores, como é que a gente vai fazer?" A gente tá morto, tá destruído, já era, acabou, não temos mais dinheiro, como se o mundo fosse acabar. Isso não vai sensibilizar ninguém, amigo. Porque ninguém quer saber como é que você vai poder pagar os 2 milhões do Hulk final do mês, Mateus Montinegro e nem o BAP, como que você, como que você vai poder pagar o Paquetá? Ninguém quer saber disso. A a a população, ela tem problemas muito maiores. Então, fico com o Andrei Campf aqui, por exemplo, que é é um advogado, é um cara que tem muita experiência de mercado. Ele, por exemplo, acha que a o o mercado ilegal vai crescer muito aqui e e o estado vai perder dinheiro e todo e muitas pessoas continuarão viciadas e sem segurança nenhuma. Ele defende esse argumento que é um dos argumentos defendidos pelo pelos clubes, mas da forma errada. A questão é como é que você apresente dados. O o representante do Botafogo pelo menos tentou fazer isso. Olha só o que ele disse em relação à China. >> O exemplo da China. O exemplo da China, que várias vezes já foi divulgado em veículos da mídia, já foi inclusive citado na audiência pública ocorrida aqui em novembro de 2024 como sendo um modelo a ser seguido pelo Brasil. E eu peço Venia para mencionar, citar um trecho específico de um relatório da ONU, excelência, sobre a China, mais especificamente o relatório conduzido pelo escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, publicado esse ano, julho de 2026, que diz o seguinte: abre aspas, embora a proibição dos jogos de azar na China esteja em vigor desde 1949, estima-se que a grande China, incluindo Hong Kong, ONG, Macau e Taiwan sejam responsáveis por aproximadamente metade do volume anual global de apostas ilegais, estimado entre 340 bilhões de dólares e 1,7 trilhão de dólares. Na página 133 desse mesmo relatório da ONU é afirmado o seguinte, abre aspas, a proibição chinesa parece ter deslocado a demanda por apostas para o exterior em vez de suprimi-la. Fecha aspas. Então, excelência, se mesmo a China com seu extenso aparato estatal, com seus mecanismos de repressão e fiscalização, não consegue conter os avanços do mercado legal, o que nos faz acreditar que o Brasil vai conseguir conter o avanço do mercado legal, que já está acontecendo com pouco mais de um mês de proibição através da MP. Hoje, por exemplo, estima-se que metade da da do dinheiro de apostas clandestino mundial vem da China que proibiu. Então, você tá utilizando dados, os argumentos, como é que você vai garantir então a segurança das pessoas que hoje estão viciadas? Como é que como é que você vai eh como é que o governo vai ter ferramentas para combater o dinheiro que está indo para essas empresas e que poderiam estar indo para outros segmentos do mercado? Quando você tenta convencer alguém, você tem que você tem que apresentar dados, números, você tem que eh eh tentar minimizar os riscos. Como você vai fazer isso? Oferecer soluções, né? Com eh mostrar o que aconteceu com países que proibiram e com países que regulamentaram a atividade. É dessa forma que talvez você vai conseguir alguma coisa. Agora só dizendo, se fazendo de coitado, meu Deus, vou perder o dinheiro, meu Deus, não sei como é que eu vou fazer, porque é fato, como é que o Fluminense vai fazer? Aí vamos lá, né? Esse é um ponto para mim. Para mim, hoje os clubes cavaram, terminaram de cavar, na verdade, a própria Cova, né? Para mim, na minha visão, eh, eu acho que só reforçaram a a grande parte deles só reforçaram o posicionamento, eh, de uma forma geral social contra a operação das beds. Aqui é do ponto de vista da comunicação, da postura, né, dos argumentos, foi trágico para eles, né, para eles. Agora vamos deixar porque já já, como já falei outras vezes aqui, o problema que é muito maior que é a doença, as pessoas estão sofrendo com isso, as famílias estão sofrendo com isso, é isso que e eu tem que ser o foco principal. Ponto. O que eu sempre defendi e aí é um, os clubes deveriam bater nisso, focar nisso, é uma transição, é fazer a coisa da maneira correta juridicamente, que você faça uma transição, como foi com cigarro lá atrás, foi acabando com o tempo, foi tirando publicidade. Então, que se faça uma transição, porque os salários, os clubes, isso o próprio Mateus fala, os clubes estão com salários, com com salários, com contratos ativos. Você não vai chegar final do ano, ninguém vai resindir, porque você não pode resindir. A lei não te permite. Então, foram feitos contratos milionários. Aí você vai dizer responsabilidade dos clubes. Sim, mas convenhamos, o mercado tinha sido regulamentado agora faz pouco tempo. A partir daí você, cada um traça a sua estratégia. A as BS não são responsáveis por tudo de ruim que vai acontecer a partir de agora, mas é fato que a partir do momento que é regulamentado e que há uma segurança minimamente suposta, segurança jurídica para as empresas operarem, você recebe o investimento e você passa a se planejar e se organizar a partir daquele investimento. Isso é fato para mim, né? Eh, foi mais ou menos foi mais ou menos, não foi que os clubes fizeram. E aí agora tem Hul, tem Soteudo, tem Thiago Silva, Ganson Silv Thago Ficar, salários altíssimos e até jogadores mais fracos, jogadores mais fracos que vieram nesse momento de alta do mercado de muito dinheiro e estão ganhando salários muito maiores que deveriam ganhar. Fora as compras que foram feitas, compras altas, altíssimas e responsabilidade com dinheiro, sim, mas é o que é, elas existem e vão fazer o quê? Então, para mim, essa transição seria a forma mais correta de se fazer. Faz uma transição, dá 1 ano, dá 14 meses, dá 15 meses, ó, a partir de 2028 acabou, não tem mais nada vocês se virem aí para se reorganizarem. Agora, de uma hora para outra, da forma como foi feita, é que a questão e acho que os clubes deveriam focar nisso, se manifestar nisso e apresentar os argumentos que realmente fazem sentido, os argumentos não só o do vitimismo, de como meu Deus, como eu vou sobreviver sem a minha bet, porque isso não vai sensibilizar absolutamente ninguém. A audiência de hoje não definiu nada, mas para mim encaminhou bastante a a o o destino no final dessa história. Acho muito, mas muito improvável que eles consigam reverter isso e não acho que as beds vão eh conseguir operar no Brasil. O que eles podem conseguir, talvez, é essa transição para tentar reduzir um pouco o impacto imediato. Pelo menos é a sensação que eu tenho. Vamos ver o que vai acontecer. E você deixa aí o seu like, se inscreva aqui no canal, seu comentário como sempre bem-vindo. Tamo junto.