Clubes tentam reverter proibição de patrocínios de casas de apostas e pedem transição gradual


De acordo com o vídeo publicado pelo canal Canal do Lessa:

  • Clubes devem tentar reverter a proibição de patrocínios de casas de apostas. Se não conseguirem, a alternativa seria uma transição gradual, que respeite os contratos já firmados.
  • A discussão não se limita ao futebol: envolve os efeitos das apostas na sociedade e deve considerar esse impacto.
  • Os clubes dependem financeiramente desses patrocínios e temem não encontrar outras empresas dispostas a investir valores semelhantes. A saída das bets pode abrir um rombo nos orçamentos da próxima temporada.
  • A avaliação apresentada é que a dependência expõe a falta de responsabilidade financeira de muitos clubes e pode levá-los a buscar, em meio à crise, um período de transição para reorganizar as contas.
  • O comentarista considera que a medida foi tomada às pressas durante o período eleitoral e critica o possível desrespeito a contratos que haviam sido validados pelo próprio governo.
  • Ainda não há definição sobre a votação da medida provisória no Congresso nem sobre os próximos passos após a audiência pública.

Assista ao vídeo QUEREM RETOMADA IMEDIATA!.

Transcrição do vídeo

os clubes vão ali se defender e defender, obviamente, os seus patrocinadores e os seus contratos, é, vão tentar, imagino eu, uma retomada imediata, mas se não conseguiria isso, eu acho que o intuito, o objetivo é pelo menos tentar uma flexibilização dessa proibição, ou seja, que essa proibição aconteça, ocorra de maneira gradual, respeitando os contratos. Na época eu falei sobre isso, na época eleição ainda, o que julguei ser debate é mais do que válido e necessário. Aliás, esse debate já acontece há muito tempo. Eh, então não é sobre ser a favor ou contra as bets. O, minha opinião, foi pautada naquele momento por se tratar de uma medida leitoreira. O governo toma a decisão daquele jeito, as pressas naquele momento para ganhar votos num processo eleitoral. Essa foi a minha interpretação, independente de lado político, não importa. Isso aqui não é sobre isso que eu tô falando. É muita gente interpretar, mas você tá falando isso é porque tô analisando esse assunto específico que é a MP das Bets. Não acho que se a gente não estivesse num período eleitoral naquele momento, a decisão seria tomada dessa forma. poderia acontecer, mas não dessa forma, eh, desrespeitando completamente contratos que foram assinados e inclusive validados pelo próprio governo. Então, para mim é essa discussão que deve acontecer de maneira concomitante com a importância que tem o assunto, não só para o ecossistema do futebol, mas para algo mais importante ainda e muito mais importante, que é o debate com a sociedade, os efeitos na nossa sociedade, que esse é o é o ponto principal de debate. os clubes vão se defender, é inevitável, isso vai acontecer porque eles se apoiaram nessa nesses patrocínios, que é um caminho mais fácil, são empresas que estavam despediando dinheiro aqui e aí é mais fácil agarrar isso do que trabalhar para conseguir outro tipo de patrocinador que não vai conseguir pagar o que essas empresas pagavam. Isso é fato, todo mundo sabe disso, eles sabem disso. Então o terror internamente nos clubes é enorme, porque eles olham pro ano que vem, não sabem da onde vai vir a grana ou como eles vão arrumar mais dinheiro para suprir a saída dessas empresas, né? Esse é o primeiro ponto. Que outros patrocinadores estarão dispostos a colocar uma grana significativa que possa se não pô altura, mas amenizar saída das bets aqui do Brasil? E de novo, o ecossistema do futebol se apoiou nisso. Tem uma coisa que os clubes brasileiros não são, são responsáveis financeiramente, convenhamos, não são. Então, era de se esperar que o caos fosse ser instalado e aí agora eles vão eh vão dar pernada para tudo contelado na base do desespero para conseguir pelo menos uma transição, sobreviver mais um ano e depois ver o que vai acontecer. Eh, não sei a partir dessa audiência pública o que vai acontecer, quais serão os próximos passos. Não sabemos se a medida prória vai ser votada no Congresso e eu não sei nos bastidores quem vai ter mais força para conseguir construir um lobby eh que consiga sobressair dentro dessa discussão que, repito, a gente tá falando de algo muito maior, vai muito além do que só futebol, esporte, tá falando de um de uma coisa que se tornou uma discussão, um debate nacional, um problema social e a isso deve se dar toda e a devida importância. Yeah.