
Apostas ampliam receitas e salários no futebol brasileiro
De acordo com o vídeo publicado pelo canal Raiz Tricolor:
- As casas de apostas ganharam grande espaço no futebol brasileiro: quando a atividade foi proibida, 14 dos 20 clubes da Série A tinham patrocínio do setor.
- A presença também se espalhou pelas placas nos estádios e pela publicidade em TV, rádio e canais de YouTube. As empresas de apostas ofereciam valores superiores aos de patrocinadores tradicionais.
- Clubes, empresas de comunicação e competições firmaram contratos e assumiram compromissos financeiros contando com essa receita.
- O dinheiro das apostas ampliou a capacidade de investimento dos clubes e ajudou a elevar a competitividade brasileira, inclusive em torneios como a Libertadores.
- Ao mesmo tempo, a maior disponibilidade de recursos contribuiu para inflacionar salários: jogadores que antes receberiam valores bem menores passaram a ganhar centenas de milhares de reais ou mais de R$ 1 milhão por mês.
Assista ao vídeo IMPACTOU DIRETAMENTE NOS TIMES.
Transcrição do vídeo
explosão desses patrocínios pode ser vista muito claramente em três fatores. Primeiro deles, nas camisas dos times. As betes passaram a dominar as camisas dos times. Para você ter noção, quando foi proibido agora, 14 dos 20 clubes da série A tinham patrocínio de casa de aposta, sendo que o número já vinha caindo até porque tava se aglomerando mais dinheiro em menos clubes. Grêmio e Inter, por exemplo, já não tinham porque tinham tomado um calote da casa de aposta que os patrocinavam. Mas na real, quase todo o time tinha de alguma maneira uma casa de aposta patrocinando. Segundo nas placas de publicidade, você olhasse em volta do campo, empresas que eram tradicionais, mas que pagavam 1 milhão, saíram para empresas de casa de aposta e eram muitas. Às vezes num Gol você conseguia localizar 12 casas de aposta ali atrás do Gol e cada uma delas pagava 20 milhões, 15 milhões. Era um aumento absurdo de valor que as casas de apóst pagavam acima das outras empresas por isso. E inundaram. Então, placas de publicidade visualmente você via e três nas mídias. Tanto se você assiste TV, tanto se você ouve rádio, quanto se você assiste canal de YouTube, todos eles têm ou tin uma patrocínio, um patrocínio de casa de aposta ou no caso das TVs, principalmente, onde não se tinha exclusividade, por várias vezes você ligava na televisão e você assistia o intervalo de um jogo e era só casa de aposta patrocinando uma outra, outra, outra. Então isso já dava tônica, já mostrava essa explosão dos patrocínios, ã, pensando ali em maior arrecadação. Por outro lado, né, se essa alta exposição sua negativa, tem o lado de que essas empresas, sejam os clubes, sejam as empresas comunicação, seja o próprio campeonato com a placa de publicidade, o Brasileirão Betano fizer, firmaram um contrato e fizeram dívidas baseados nesse valor que recebiam. Não que se não se recebesse esse valor, não teriam dívidas também. Tá aí o futebol brasileiro, há 120 anos, o Fluminense fazia dívida sem bet, né? Mas Cosbet fez mais dívida ainda, então contam com esse dinheiro de um contrato firmado. E aí os efeitos colaterais, jogador, bem, futebol brasileiro melhorou com o dinheiro das bet? Melhorou, isso é justo. Financeiramente a gente teve mais qualidade. Parte do nosso domínio na Libertadores vem disso também, sem dúvida nenhuma, de um maior investimento, uma maior capacidade de disputa com outros times na hora da contratação. Por outro lado, a gente sabe o que aconteceu. Jogador que ganhava 300.000, quando assinava uma renovação após um ano que foi bom, já assinava ganhando 600. Você olha hoje o jogador, qualquer atacante da Série A que faça oito gols num Brasileirão, tá recebendo mais de 1 milhão. Quando há 3, 4, 5 anos atrás, o mesmo jogador receberia 100.000, 200.000 num ótimo contrato de 5 anos. Yeah.