Centrão pode manter restrições às bets em meio à disputa no Congresso


De acordo com o vídeo publicado pelo canal Raiz Tricolor:

  • Após a derrota de Flávio Bolsonaro e sua ida aos Estados Unidos, empresas de apostas e clubes teriam perdido uma possível liderança política na defesa do setor, segundo informação atribuída ao jornalista Guilherme Amado.
  • A disputa ocorre em duas frentes: o STF analisa se a medida provisória sobre as bets é constitucional; o Congresso decidirá se a transforma em lei e se aprova mudanças ao texto.
  • Segundo a Folha de S.Paulo, parte do centrão estaria se aproximando do governo, o que pode favorecer a manutenção das restrições às apostas.
  • Ainda não há acordo definido no Congresso. O cenário atual não indica necessariamente uma liberação das apostas, como se chegou a cogitar; a possibilidade de restringir cassinos também permanece em discussão.
  • O Fluminense deverá ser representado em uma audiência pública sobre o tema, mas ainda não estava confirmado quem falará pelo clube.

Assista ao vídeo MUDOU O CENÁRIO DAS BETS!.

Transcrição do vídeo

Porque os bastidores estão fervendo. Que que tá acontecendo? tá com a o resultado da eleição do último domingo, com a a derrota do Flávio Bolsonaro e a vitória do Lula, que é o governo que proibiu as bets, estava claramente contra a situação das bets. A derrota e a posterior fuga do Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos fez com que o setor das bet, numa informação do Guilherme Amado, jornalista que cobre também a ala política, ficasse meio que órfão, dá para dizer assim, porque o setor das bets apostava, não sei, perdão, da do trocadilho, apostava que o Flávio Bolsonaro ficando e sendo oposição governo Lula pudesse capitalizar em cima disso, porque evidentemente, apesar da gente falar aqui que a maioria é contra as bets, etc., Existe uma parcela considerável que é a favor. E eu diria até que se você desmembrar e botar que quem é a favor, ó, vai proibir tudo que é de cassino, vai ficar só apostar em resultado de jogo. Eu diria até que a parcela é grande do número de pessoas que acharia de boa fazer esse tipo de coisa. Não temos pesquisa para poder eu confirmar. Isso daqui é só uma impressão minha. Então, a a o lado das bets, as empresas que e os clubes, evidentemente, apostavam que o Flávio Bolsonaro podia ser esse cara, esse rosto da defesa, já que muitos deputados senadores não querem ser o rosto da defesa, não querem entrar nessa de cabeça. E obviamente seria uma voz de um candidato a presidente que teve quase 60 milhões de votos. Então, e essa saída tirou um pouco da esperança da galera. E um outro movimento que tá acontecendo no Congresso, porque lembrando, essa reunião que eu falei é no STF e é a reunião também precisará ser votado no Congresso. No STF tá decidindo se a medida provisória ela é constitucional ou ela não é ela é inconstitucional, ou seja, ela não estaria permitida pela Constituição. Essa é a função do STF, olhar para a lei e falar: "A lei permite que se tenha uma medida provisória". Sim. De outro lado é o Congresso Brasileiro olhando pra medida provisória e falando isso tem que virar lei ou isso não tem que virar lei ou isso tem que virar lei mas com algumas diferenças. E aí é onde estão lá as as emendas. Congresso brasileiro que tava muito mais alinhado à direita, tá rolando um movimento segundo a Folha de São Paulo para que a parte do centrão, né, você tem de um lado o PT, do outro lado o PL, né, um tá com governo, outra oposição ao governo e o centrão tá se movimentando pro lado do governo. Numa dessa pode se usar do governo para com esse centrão para a votação, de repente no caso de alguma emenda, de alguma lei de para a votação cair mais pro lado do governo, manter a proibição. Então, tá sendo um jogo de xadrez que tá sendo jogado com jogadores que alguns nem estarão no ano que vem, inclusive de deputados e senadores. E não existe nesse momento nenhum acordo fechado, mas a movimentação que um determinado momento eu cheguei a falar aqui, falei: "Gente, eu acho que o Congresso vai voltar liberando no máximo proibindo o cassino." Não é o que aparenta nesse momento, não é o que aparenta dentro desse jogo de xadrez que tá rolando. A gente vai acompanhar aqui na próxima terça-feira toda a audiência pública, entender. Vamos ver quem é que vai falar pelo Fluminense, se é o Mateus Montenegro, se é o Mari Bitenkucu.