Morre Paulo Angoni, ícone do Fluminense e pioneiro no futebol brasileiro aos 80 anos


De acordo com o vídeo publicado pelo canal Canal do Lessa:

  • O vídeo aborda o falecimento de Paulo Angoni, uma figura importante para o Fluminense e o futebol brasileiro, que faleceu recentemente.
  • O velório ocorrerá no salão nobre das Laranjeiras, das 9h ao meio-dia.
  • Paulo Angoni, aos 80 anos, dedicou mais de 40 anos de sua vida ao futebol, sendo considerado um pioneiro na função de diretor executivo de futebol.
  • Ele era visto como um conciliador e um ponto de equilíbrio nos momentos difíceis do clube, especialmente durante a campanha da Libertadores.
  • Sua importância era reconhecida nos bastidores,, apesar de não ser uma figura tão pública na gestão atual do clube.
  • O narrador expressa gratidão por ter tido a oportunidade de aprender com Angoni durante sua cobertura do Fluminense, mencionando seu respeito pelo trabalho da imprensa.
  • Paulo Angoni também foi destacado por sua integridade, sendo uma referência de respeito e sabedoria no meio do futebol.
  • O narrador compartilha que Angoni influenciou a chegada de Renato Gaúcho ao Fluminense e teve um papel significativo em momentos importantes do clube.
  • Conclui desejando força à família de Paulo Angoni e reconhecendo sua contribuição valiosa para o futebol.

Assista ao vídeo VÁ EM PAZ, MESTRE!.

Transcrição do vídeo

Pessoal, ontem foi um dia muito, muito triste para mim, um dia que amanheceu muito triste, quando nas primeiras horas ali do dia eu soube do falecimento do seu Paulo Angoni. E eu falei sobre o assunto na jornada aqui. Não tive oportunidade de falar com vocês porque ainda era dia do jogo, uma correria, eh, tudo em cima da hora. Hoje é o velório no salão nobre das Laranjeiras. de 9 ao meio-dia. Infelizmente não poderei estar presente porque a gente tá indo paraa Argentina logo às 6 da manhã. Eu gostaria muito de estar presente, mas eh muita gente também não tava assistindo a live de ontem e eu fiquei com a sensação de que eu precisava compartilhar isso com mais gente para que todos pudessem entender o tamanho do que foi Paulo Joni para o Fluminense e para o futebol brasileiro. É, muita gente já não tem noção do quanto ele foi importante nos bastidores. muitas das críticas que eu via e falava, cara, não é isso. Porque pelo fato do Mário ser um cara, principalmente em relação à mídia, muito centralizadora, ele quem dava todas as entrevistas e tal, onde ficava nos bastidores, não aparecia muito como aparecia antigamente na gestão abad, eh, a sensação que dava para muita gente que tava ali com ele dorme, sei lá, e não, ele tinha funções, ele tinha, ele tratava, ele era um conciliador, ele era um ponto de equilíbrio nos momentos mais difíceis. E se perguntar para muita gente naquela campanha da Libertadores, ele teve uma campanha, ele teve uma importância imensa que muitos nem vão ter ideia do quantro dos bastidores ele foi importante. Então eu queria trazer esse esse relato para cá, porque foi algo muito que veio do fundo do meu coração pela gratidão que eu tenho por ele, porque eu aprendi muito com ele, que ele ter aprendido muito mais. Eu queria trazer isso para cá porque é uma forma de, no meu entender, de fazer com que mais pessoas tenham noção do que foi esse cara que aos 80 anos tava lá firme e forte, trabalhando, vivendo o clube, eh se doando pelo clube também, poderia estar aposentado já há muito tempo e tava ali até os seus últimos dias de vida. Então eu deixo o que eu falei ontem no jornado para quem não viu, eu deixo também aqui registrado no canal do Lessa, deixando aqui uma uma mensagem e e também uma mensagem de conforto, que é o que a gente pode fazer nesse momento para toda a família do do Paulo e amigos também mais próximos que eu conheço. e deixar também uma palavra de de gratidão, de gratidão, porque é hoje é um dia muito triste assim pr para mim e pro Fluminense também. Eh, o seu Paulo Jon, ele tava aos 80 anos, aos 80 anos, com mais de 40 anos de futebol, campeão por onde passou, referência por onde por onde passou, praticamente o o fundador dessa dessa dessa profissão chamada diretor executivo de futebol. E aos 80 anos ele dedicava grande parte da sua vida ao Fluminense. Chegava cedo, saía tarde, basicamente a vida dele era o Fluminense. E eu tive a honra e o prazer de começar a cobrir o Fluminense justamente com o Paulo Júnior no Clube lá em 2018. ele como diretor naquela época ainda na gestão Pedro Abad e ele tinha muito mais eh espaço público, né? Que isso reduziu muito quando o Mário assumiu, porque o Mário centralizou, sempre centralizou as demandas de imprensa, né? esse esse contato, mas antes é, infelizmente Kauan, Rafael, Lucas não tiveram oportunidade de viver esse finzinho bom ali do que era cobrir clube de futebol e peguei um pouquinho disso. E a gente por por vezes ia o CT, convidados por ele ou até depois de entrevistas coletivas, e ele sentava com a gente e batia papo e conversava e explicava o porquê de tais decisões, o por feito isso, o por feito aquilo. Entendia as nossas demandas e acima de tudo respeitava muito o trabalho da gente. Eh, o Paulo, quando você tinha uma, qualquer jornalista, não sou só eu, mas quando você tinha uma informação e ela estava correta, ele nunca jamais jamais ele mentirá ou mente. Jamais ele mentia. Jamais ele te tirava ali da, da jogada. Não tinha dois papos, mas era objetivo. Nunca, nunca. Não adianta, quem quem achava que ele ia ser fonte de alguém tava enganado. Ele não ia ficar sendo fonte de ninguém. Ele não ia ficar batendo papo no telefone, passando detalhe, passando bastidor. Nunca fez isso. Não sei lá atrás, mas recentemente nunca fez isso. Mas era direto, procede, segue no caminho. Ele só falava isso. E quando ele falava isso, era só confirmar que que é porque tava certo, não tinha erro. Eu brincava, eu sempre chamava ele de mestre e nessas horas brincava de mestre dos magos. E entre a gente, quando tinha uma confirmação de notícia, a gente falava, ó, e quando a gente queria falar em código, né, a gente falava, ó, procede deu OK, hein? Porque a gente brincava chamando ele de procédio quando dava, quando tava certo, procede. E quando não tava certo, ou quando ele não sabia, desconheço, ou não procede. Isso era Paulo Júnior. Ah, mas você tava brigado com o Mário? Ah, mas você tava brigado com Ronaldo França. Ah, mas você com assessoria, vocês não falam com assessoria, meu amigo. Tava nem aí para isso. Ele respeitava o trabalho de quem trabalha sério. Eu lembro uma vez que foi no auge da minha briga ali, quando eu fiquei mais de quase dois anos sem sem falar com o Mário, nem informalmente nada, né? Lá em 2022. Isso e e com o Fluminense, consequentemente, de uma forma geral, assim, um momento muito ruim de relação. Eh, eu tava no CT para alguma entrevista e ele meio que no meio de um monte de gente ali, não me lembro quem exatamente estava, mas o pessoal da comunicação, ele passa por mim, me cumprimenta e fala: "Tem que respeitar esse cara aí, porque esse cara é apurador". Ele já teve a ele já teve a ousadia de um dia falar: "Você me lembra o PVC?" PVC lá quando eu tava lá no Palmeiras, aquela época me ligava, apurava. Então eu só tenho palavras de gratidão. Queria ter eh aprendido mais, vivido mais com infelizmente que agora com essas mudanças de cobertura do clube, a gente não tinha muito muito contato. Mas quando um cara é unanimidade como esse cara, onde ele passou, onde ele passou, você não escuta um uma vírgula. E nesse meio do futebol escroto, como ele é, muitas vezes, é uma raridade isso. Esse cara é referência, ele é referência, ele mudou a vida de muita gente e parecia que ele não tinha, às vezes parecia que ele tava ali como um peso morto no Fluminense, não fazia nada. Ele era muito importante sim no dia a dia. E para quem não sabe, o Renato Gaúcho vem para o Fluminense naquele momento. Foi uma vontade dele, foi ele que pesou muito ali para para chegar do Renato e querendo ou não, o Fluminense bateu numa semifinal de Copa do Mundo de Clubes. Então ele não tinha o protagonismo, talvez de outros tempos, mas ele tinha uma importância ali dentro, assim, era muito escutado, porque era respeitado por todo mundo e pelos jogadores também, um respeito imenso. Eu desculpe me alongar, mas eu precisava usar esse espaço para falar isso nesse dia, desejar muita força à família para eh reconhecer em forma de gratidão o respeito que ele sempre teve por mim e não só por mim, por todos os profissionais de imprensa. Esse cara nunca levantou a voz para ninguém, nunca nunca reclamou de nada, nada, nada, nada, nada. Então eu só queria é uma é uma, ele é uma entidade do futebol, é um dos maiores dirigentes que já passaram pelo futebol brasileiro, sem passar por cima de ninguém, sem desrespeitar ninguém, sem ofender ninguém, só trabalhando e conquistando respeito com a sabedoria dele, por onde ele passava. Então, precisava desse momento para demonstrar essa gratidão e e agradecer. E agora ele sempre falava: "Siga no caminho, que o mestre faça siga o caminho dele agora. Eh, e que ele tenha a paz eterna e a família o conforto que tem.