Renato Gaúcho Analisa Desempenho do Fluminense em Coletiva Após Jogo Duro Contra o Bahia
De acordo com o vídeo publicado pelo canal Raiz Tricolor:
- Renato Gaúcho comentou sobre a tática do time no jogo contra o Bahia, destacando a dificuldade de quebrar as linhas adversárias devido à falta de jogadores habilidosos no drible.
- O Bahia entrou em campo com uma estratégia defensiva (formação 4-5-1), o que não surpreendeu Renato, que sabia que precisaria de jogadores capazes de criar oportunidades.
- Ele ressaltou que a falta de ponta habilidosos como Soteudo (lesionado) e Keno (preservado para o segundo tempo) impactou na criação de jogadas no primeiro tempo.
- Renato afirmou que mesmo com as dificuldades, o Fluminense não jogou mal, e o Bahia se defendeu bem.
- Ele falou sobre a importância do treinamento tático, mencionando que a equipe trabalhou na individualidade na marcação da saída de bola do Bahia.
- O treinador destacou a coragem do time em pressionar o adversário desde o início.
- O Fluminense se destacou ao dominar a partida, com o Bahia tendo poucas chances de gol.
- A comparação foi feita entre a atuação do Fluminense contra o Bahia e a derrota para o Atlético Mineiro na Libertadores do ano passado, onde a equipe foi sufocada pela marcação adversária.
- Rogério Ceni, técnico do Bahia, expressou sua insatisfação com a performance da equipe, ressaltando a falta de coragem e a ausência das combinações de jogo treinadas.
- A reflexão final de Renato sugere que a boa atuação da equipe foi resultado de uma estratégia eficaz e do esforço coletivo dos jogadores.
- O próximo desafio do Fluminense será nas semifinais da Copa do Brasil, enfrentando Botafogo ou Vasco.
Assista ao vídeo ⚠️RENATO ABRIU O JOGO NA COLETIVA! EXPLICOU A TÁTICA DO TIME! | BAHIA REVOLTADO! LEMBROU O FLU 2024.
Transcrição do vídeo
Cara, eu queria utilizar esse vídeo aqui para destacar a estratégia do Renato Gaúcho. Eu gravei um outro vídeo falando disso no campo, mas destacar o quão parecido foi a estratégia do Renato Gaúcho com um jeito que a gente apanhou no ano passado na Libertadores. Quão parecidas são as respostas do Rogério Ceni com as respostas do Mano Menezes? O quanto é e é é interessante ouvir quando o Renato Gaúcho fala de tática. Vamos lá. Eu sou Gabriel Amaral, sou jornalista, sou tricolor. Deixa o like embaixo, se inscreve aqui no canal. É um vídeo curto. Eu vou até fazer questão de não botar os vídeos aqui da coletiva. Eu vou ler um trechinho mesmo deles falando. E a primeira coisa, na verdade, que eu vou destacar aqui é a fala do Renato sobre o Bahia entrar retrancado, se isso surpreendeu. O Renato disse o seguinte: “Se o Bahia ia jogar retrancado, eu não tinha dúvida alguma. Nessa linha de 451, eles recuam bastante, querem espaço do adversário que a gente não deu. É aí que entra o que eu falo, a facilidade ou a dificuldade que você tem para quebrar as linhas é no momento que você tem jogadores de um para um, jogadores de drible. Ou seja, ele tá falando o que? A defesa do Bahia tá empurrada no campo de defesa, não tem espaço para jogar, você precisa de jogador de um para um. E aí ele fala depois, e nós não tínhamos, nós tínhamos o Keno que eu guardei pro segundo tempo e o Soteudo que tá na seleção. Eu ia destacar isso porque ele fala o tempo todo antes que ele tinha o Keno lá atrás e que ele precisava de mais um e que o Soteudo era esse mais um. Soteudo quando não tá na seleção tá lesionado, né? Aí ele falou: “São jogadores que quebram linhas, que gostam do drible, individualistas. Quando não tem esses jogadores, já que o Canob e o Cerna não tem essas características, fica difícil a gente entrar na área do adversário. Ou seja, primeiramente, o Renato acreditou muito mais a dificuldade de criação de jogadas no primeiro tempo, não a falta de um meia, mas a falta de pontas que driblassem. E aí ele falou: “Eu sabia que a gente teria essa dificuldade e nós não jogamos mal. O Bahia se defendeu bem”. Quando você tem esses jogadores de um para um, não tem esses jogadores de um para um, fica difícil. Não é só o jogo de hoje, é qualquer jogo. Quando um adversário estiver bem fechado, você não tem esse jogador, fica difícil quebrar as linhas. No segundo tempo, nós melhoramos, entrou o luxo, começou a Lúo, começou a pensar mais no jogo. Só que o que mais me chamou a atenção foi quando o Renato falou sobre a saída de bola, porque o Renato não fala de tática. Várias vezes eu fiz algumas coletivas do Renato já. Você pergunta uma coisa sobre tática e ele te responde uma coisa parecendo até meio rasa. E não é porque o Renato não sabe de tática, ele não gosta de falar. Eu tenho uma impressão, não é, tá? É uma impressão de que o o Renato ele tem uma uma guerra com a imprensa que é tipo assim, cara, o meu trabalho é achar formas de jogar, eu criar tática, eu fazer o trabalho de vocês é tentar explicar e vocês não vão conseguir explicar porque vocês não são tão bons quanto eu que sou treinador. Eu acho que é meio que uma pegada dessa, assim, ele não tá ali para dar aula para ninguém. Mas é interessante que hoje ele respondeu e ele falou: “Eh, a gente treinou bastante de domingo na parte de manhã. a parte da manhã. Ele falou, entrando nessa parte tática que a gente treinou bastante domingo de manhã, enquanto vocês estavam dormindo, sábado à noite, a gente foi dormir cedo para treinar no domingo de manhã. É interessante que ele fala isso, né? Eh, ele fala: “Ah, vocês estavam de folga, a gente estava treinando”. É interessante porque eles estavam de folga segunda, terça, quarta e quinta a gente tava trabalhando também, né? Então, a gente também cobre o jogo três três dias. Mas enfim, né? Aí ele falou, eh, treinamos bastante a parte tática segunda-feira, justamente para isso, na saída de bola do time deles, praticamente nós fomos bastante corajosos, porque mesmo com o gol atrás, o Bahia que tinha a vantagem do gol, nós marcamos individual a saída de bola deles, cada um com o seu e abrimos muito a parte da defesa. ficamos praticamente três contra três aqui atrás várias vezes. Foi isso mesmo, tá? Porque tinha que sair um dos laterais, né? E ele segue, tudo poderia acontecer, mas essa foi a coragem que eu passei pro meu grupo. Eles gostaram, gostaram dessa coragem, dessa confiança que a gente entrou para ir dentro do Bahia desde o começo, que nós sabíamos que o Bahia ia ficar retrancado. E aí assim, eh, me chamou atenção porque ele fala assim, ó, o principal foi a coragem do nosso time e a coragem dos jogadores me passaram também, porque no momento que a gente treinou um esquema de jogo, eles jogadores falaram: “Vamos com esse esquema aqui”. É porque eles passam a coragem para o treinador da mesma forma que eu passo coragem para eles. Não é fácil, porque muitos treinadores poderiam aguardar, segurar para ver o que acontece durante a partida. Nós não. Desde o primeiro minuto você vê que com 30, 40 segundos o goleiro do Bahia já tava fazendo cera, porque nós treinamos bastante essa parte tática aí que deu certo. Tanto é que o Bahia não se criou o tempo todo. Tiveram chute no final do primeiro tempo que o Fábio desviou e mais nada o Bahia foi dominado pelo Fluminense em todos os sentidos. Isso me remeteu a um jogo. Eu já expliquei a questão da marcação individual com alguns exemplos em vídeo num outro vídeo aqui do canal, mas isso me lembrou um jogo, não sei se para vocês também, quando eu tava voltando no carro dirigindo, eu tava pensando e falando: “Cara, eu acho até que chegou um um pix, um super chat assim no no na live do jornada”. Eu não tava no pós jogo, mas eu acho que chegou, foi isso que me despertou. Falei: “Cara, muito igual Fluminense Atlético Mineiro no Brasileiro, no na Libertadores do ano passado. Você não lembra não? Deixa eu te lembrar. Veio as quartas de final, vieram as quartas de final da contra o Atlético Mineiro na Libertadores. Jogo no Maracanã, um jogo bem disputado, mas que na reta final do jogo o Lima fez 1 a 0. O Fluminense ganhou a ida contra o o Galo no Maracanã. Jogo de volta na Arena MRV. O Milito decide fazer marcação individual na saída de bola do Fluminense. Fluminense é sufocado do primeiro ao último. Ao último não, mas do primeiro até os 40 do segundo tempo. Tem pênalti defendido pelo Fábio, não consegue nem chegar ao ataque direito, rifando bola o tempo todo. Massacrado. Ao final daquele jogo, o Mano Menezes falou o seguinte: “Nunca fomos dominados como hoje.” Mano Menzes era o nosso treinador na época. A gente não conseguiu reagir essa pressão. Sempre estivemos muito distante do gol deles. É mérito deles. Nós não conseguimos trocar passes. Isso fez o jogo ficar insustentável. Ninguém aguenta ficar como a gente estava no segundo tempo. A gente ainda ficou um pouquinho mais com a bola, mas logo voltou pra regra. Se não conseguimos ter a bola, optamos por colocar mais um. Aí ele explica ali os detalhes, mas ele fala assim: “O Atlético Mineiro tem os méritos. foi totalmente superior à gente hoje. O segundo gol a gente tomou numa bola cruzada na área. Eh, eh, eh, vocês estão reconhecendo o Bahia nessa declaração do Mano Menezes? Pois bem, tá? Eh, a declaração Rogério tava pistola na coletiva, tá interrompendo pergunta no meio. Ele tava muito irritado. E aí é interessante que as respostas dele são o seguinte: a resposta do Rogério Ceni agora sobre o jogo do Bahia, tá? Eh, a gente não jogou absolutamente nada, não teve coragem para jogar. Acho até que nos defendemos bem em linha baixa, mas com a bola a gente foi nulo. O que esse time tem de bom é aproximação, jogo construído e nós não aproximamos, não jogamos. Não tem o que reclamar de pênalti, de nada. Não jogamos absolutamente nada. Não colocamos em prática o que treinamos durante a semana. Eu não consigo explicar. Olha aí a frase, né? A frase do Mano Menedes e a frase dele: “Trabalhamos durante toda a semana as possibilidades pro jogo.” É claro que tem mérito do Fluminense, mas a gente não produziu nada. Lutamos pouco, não tivemos competitividade, perder a parte do jogo, mas hoje faltou bastante. Eu não tenho como explicar essa mudança tão drástica dentro de campo. Ganhar ou perder faz parte, mas jogamos muito pouco. Até a defesa em linha baixa conseguimos sentar bem, mas não tivemos contra-ataques, não combinamos passes. Uma bosta, uma merda. Não falei nada com ninguém, não reuni com os jogadores, faltou tudo. A gente não conseguiu ter a bola, não conseguiu aproximar para jogar, faltou competir. Acho que tivemos, nem tivemos oportunidades clara. Ofensivamente faltou tudo, ofensivamente não jogamos nada. E e percebe como foi uma questão muito semelhante? E eu acho que isso provoca uma reflexão para fechar esse vídeo. Duas reflexões, na verdade. Primeiro, o Renato não é esse treineiro maluco que a galera fala. Óbvio que o Renato não é um gênio da profissão, não é o melhor treinador do mundo, mas o Renato com o tempo para trabalhar traz coisas novas. O Renato traz coisas interessantes. Eu citei já no outro vídeo do Mundial, quando ele ele inventa os três zagueiros e agora essa marcação individual na saída de bola do Bahia, ferrando completamente a saída de bola dos caras. Os caras precisavam acertar tudo para conseguir isso e não acertavam. Por quê? Porque tinha um erro técnico, tinha uma deficiência física. Obviamente os caras, alguns deles jogaram no meio de do de semana aí por conta da Copa do Nordeste, nem todos, mas alguns jogaram. Fluminense estava de tanque cheio. Isso fez diferença fisicamente? Fez. Por quê? Porque não dá para jogar três dias depois de fazer um uma marcação individual que é pesada. Mas os jogadores toparam fazer. Por quê? Porque o Renato além de ter a estratégia consegue convencer os jogadores a algumas coisas que não é interessante. Marcar individual cansa muito. Atlético Mineiro cons estafado depois daquele jogo contra o Fluminense, mas obviamente que é muito melhor fazer isso, se classificar. Então, a primeira reflexão é essa, o Renato monta estratégias interessantes. Eu citei os três zagueiros do Mundial, mas eu poderia voltar um pouco mais pros jogos ali antes da da Copa do Mundo de Clubes, a forma como o Fluminense consegue fazer uma sequência invicta bem grande, algumas coisas que ele treina e inventa e dão certo, tá? Então o Renato com tempo mostra que pode evoluir esse time do Fluminense. Na sequência de jogos ele vai tentar ganhar o jogo aí, meu amigo, da maneira que gere menos esforço. E a segunda reflexão que eu acho que gera é o seguinte. Quando a gente perdeu pro Atlético Mineiro no ano passado, eu falei por várias vezes, a nossa atuação foi patética, a nossa atuação foi muito fraca, a gente foi completamente dominado, o nosso treinador não foi capaz de sair de uma coisa montada pelo treinador adversário, os nossos jogadores tiveram atuações muito ruins, mas tem um mérito absurdo do Atlético Mineiro aqui. E eu falava isso direto. O Atlético, a gente fez a nossa pior partida. Eu falei a pior partida que eu vi na minha vida o Fluminense jogando e eu assisto o jogo desde 2005. Vi muito time merda, mas essa foi a pior partida. o foi maior, a Fluminense foi mais amassado na história, na minha história, torcendo pro Fluminense, vendo o jogo do Fluminense, mas eu não posso deixar de reconhecer que do outro lado teve um time que fez a melhor partida da temporada do Atlético Mineiro naquele dia. E eu acho que quando a gente tá na do outro lado, a gente passa a reconhecer um pouquinho mais. Partida do Bahia foi muito ruim, mas ela foi muito ruim porque a nossa foi muito boa, porque a gente jogou muito bem, que individualmente o meio de campo do Fluminense, se com a bola no pé errou várias vezes porque não tinha tanto poder de criação, sem a bola no pé, teve uma dedicação imensa na marcação, um esforço físico gigantesco. Isso tem que ser valorizado tanto pela estratégia, como eu falei na primeira reflexão do treinador, quanto também na dedicação dos jogadores no segundo ponto. Acho que é uma reflexão que eu tiro desse jogo que me lembrou muito. Fluminense e Atlético Mineiro. Eu não quero ter o mesmo fim do Atlético Mineiro, né? Porque eles perderam a final com jogador a mais. Mas pelo menos tá na final. Essa parte eu já tô querendo repetir pelo menos o Galo de ir pra final. Na final que seja diferente. A Copa do Brasil volta só depois do Brasileirão. A gente foca hoje ainda porque tem Botafogo e Vasco. A semifinal nossa é um clássico carioca ou contra Botafogo ou contra Vasco. Vamos ver quem é que vem. Tamo junto até a próxima. Valeu,