Fluminense enfrenta dilema de foco entre copas e Campeonato Brasileiro em 2025
De acordo com o vídeo publicado pelo canal Raiz Tricolor:
- O Fluminense enfrenta o Bahia na Copa do Brasil na próxima quinta-feira.
- Após o jogo contra o Red Bull Bragantino, Renato Gaúcho destacou a falta de foco da equipe e alertou sobre essa situação antes da partida.
- Guga também comentou a necessidade de entrar mais concentrado, citando problemas durante o aquecimento.
- O vídeo analisa a dicotomia no desempenho do Fluminense em competições, onde o time parece mais focado em copas do que no Campeonato Brasileiro.
- É mencionado que os jogadores não podem tratar todos os jogos como finais, o que pode levar a uma queda de desempenho em partidas do dia a dia.
- O autor observa que o Fluminense já enfrentou esse problema em 2023, onde a equipe deixou de lado jogos do Brasileirão em favor de competições internacionais.
- Há uma crítica à desconcentração em lances importantes, resultando em erros técnicos e táticos.
- A sugestão é que Renato Gaúcho avalie a possibilidade de escalar reservas em jogos menos prioritários para manter o foco e a competitividade.
- A expectativa é que o time apresente uma atitude diferente na próxima partida contra o Bahia.
Assista ao vídeo ⚠️ESSE É O MAIOR PROBLEMA DO FLUMINENSE EM 2025.
Transcrição do vídeo
Próxima quinta-feira tem Fluminense e Bahia pela Copa do Brasil. E depois da atuação do Fluminense contra o Red Bull Bragantino, me chamou muito a atenção, não a atuação no jogo. Isso também me chamou a a atenção, mas me chamou mais ainda a atenção a entrevista dada pós jogo pelo Renato Gaúcho e pelo Guga. E por que isso que eu tô falando? Porque eu acho que isso escancarou o que dentro de campo a gente já tinha percebido que hoje seria o talvez maior problema do Fluminense, talvez até agora o maior mérito do Fluminense. Eh, bem, vamos falar sobre isso aqui. Eu sou Gabriel Amaral, sou jornalista tricolor e me chamou muita atenção o as declarações que foram as seguintes, tá? Eu vou parafrasear aqui sem citar exatamente os dois. Renato Gaúcho sentou na coletiva pouco de meia hora, 40 minutos depois do jogo e na primeira pergunta, ele nem foi perguntado exatamente sobre isso, ele já declara o seguinte, ver, ó. Vou abrir aspas aqui. Vou citar exatamente o que o Renato Gaúcho disse. Olha só. Ah, tá. Ele falou que reuniu logo antes de rolar a bola, reuniu o grupo e disse que falou novamente para eles: “Olha só, eu tô sentindo que vocês não estão focados no trabalho e, infelizmente vai acontecer o pior. Eu tô avisando a vocês porque a coisa vai acontecer” e aconteceu. Já chamou atenção depois na resposta ele falando que já tinha percebido isso antes no pré-jogo e e enfim antes do jogo tinha percebido. Isso chamou a atenção dele. Pois bem, logo depois o Guga deu entrevista na zona mista, parou para poder falar com os repórteres do Fluminense, né, que na verdade efetivamente era só a gente que tava lá, né? a nossa reportagem aqui do Raí Tricolor do do do Jornada Catel 1902, né, que é o nosso grupo aqui. E aí ele, o Guga falou o seguinte: “O Renato frisa muito pra gente entrar ligado e hoje, infelizmente, a gente deixou escapado. Isso foi cobrado muito antes do jogo, pra gente entrar mais ligado, que o aquecimento tinha sido um pouco abaixo, mas que isso sirva de lição para que a gente já tem eh que já tem uma decisão na quinta-feira durante a semana lá em Salvador e que sirva de aprendizado para que a gente não possa entrar da mesma forma que a gente entrou hoje. Por que que isso me chamou tanto atenção? porque o campo já tinha mostrado isso. A gente hoje tem um Fluminense das copas, um Fluminense do brasileiro e acho que isso é sintomático e de certa maneira até natural. Você vai me dizer: “Pô, Gabriel, natural um pouco”. É, são três competições. Eh, é difícil você fazer com que um jogador trate o todos os jogos como extraordinário. Porque se todos os jogos foram extraordinários, não existe o jogo ordinário, né? Não existe o jogo de todo dia. Se é aquela história que todo mundo sempre fala, né, dos motoristas, né? Você perguntar para 100 homens e falar: “Você acha que você dirige acima da média, na média ou abaixo da média?” a maioria vai dizer que dirige acima da média. Então, se todo mundo acha que dirige acima da média, não existe média, né? A média tá é mais alta do que todo mundo pensa. Então, eh, eu acho que isso chama um pouco atenção, que é natural que você não vá ter o mesmo, o mesmo alerta, o mesmo desempenho, o mesmo concentração que você tem nos jogos de copa, né? mais especificamente agora contra o Internacional, igual foi contra o América de Cali também, e você querer que tenha também nos jogos ordinários de Brasileirão. Então estou dizendo, é natural. Você pode até contraargumentar falando: “Poxa, Gabriel, mas os jogadores ganham muito dinheiro”. Exatamente para isso. Então, vou trazer outra comparação para você. Existe um limite psicológico das pessoas. E por que que eu tô falando isso? Porque se eu e físico também, né? Porque se eu chegar para você e oferecer para você R 1 milhão deais para você correr 1 km, né? Talvez você vai far e falar: “Pô, beleza, eu corro 1 km e aí você ganha R 1 milhão deais”. Eu falar: “Beleza, beleza”. R$ 10 milhões deais para você correr 10 km. Você fala: “Cacete, vai ser difícil para caramba, mas eu vou para Agora se eu falar: “Te dou R$ 100 milhões de reais para você correr 100 km. Nem que você queira os R$ 100 milhões deais assim desesperadamente para salvar tua vida, você vai conseguir, porque existe um limite. Ou seja, se o jogador ganha R 5 milhões ou ganha R$ 200.000, existe limite físico e psicológico do jogador também, né? Você pode contestar os super salários. Eu contesto, talvez são das pessoas que mais falam sobre isso e reclamo sempre aqui de desconectados à realidade eleição. Mas nesse ponto é um ponto natural do ser humano. É a comparação que eu dei média. Não tem como você querer que o jogador trate todo o jogo como uma final, porque se todo jogo for como uma final, não existe mais final. Todo jogo, né? A final se torna normal. Então isso é um problema natural que acontece em vários times, inclusive já aconteceu no Fluminense em 2023. Dito isso, a gente tá num nível acima. Isso tá irritando num nível acima. O Fluminense em vários momentos entrou desligado. Alguns jogadores chamam mais atenção do que outros. E não tô falando que o Fluminense não tenha defeito técnico. O Fluminense toma o segundo gol porque o Freitas erra um passe. Isso é o mais nítido aquele daquele segundo gol do Red Bull. Porém o Freitas, gente, o Freitas é um jogador profissional com quase 9 anos de carreira, 8 anos de carreira. Acha mesmo que o Freitas não sabe dominar a bola e dar um passe aqui na lateral? Porque beleza, na hora que a gente tá puto, a gente reclama e fala isso. Mas você acha sério mesmo que ele não sabe fazer isso? Claro que sabe. Então por que que ele erra? Normalmente é porque ele não sabe lidar com a pressão, porque tá desconcentrado, porque eh eh às vezes ele é pior do que outro adversário, o índice dele vai ser pior mesmo, porque o adversário leu bem a jogada. Normalmente esses erros muito bobos, esses erros meio ridículos, tô falando, por exemplo, do defeito na bola aérea, isso é um defeito do Freitas mesmo. Freitas marca mal em bola aérea, ele é mal jogada, isso é um fato. Agora, erro de passe daqui até ali, isso normalmente não é só por falta de qualidade técnica, é normalmente por causa de um monte de outros fatores. E a gente viu erros assim acontecendo, viu erros até de jogadores que depois se sintonizaram no campo. Eu dei o exemplo no meu pójogo aqui do Hércules. Pegue para ver, eu não posso mostrar aqui as imagens, mas pegue para ver o primeiro e o terceiro gol. O Hércules sai para dar o combate e bota o Bernal na conta junto. Vou falar aqui mais uma vez que eu falei no pó jogo. Bota o Bernal na conta junto, mas a câmera tá focando mais o Hércules. Eu não tava no estádio, então fico refém da câmera. O Hércules sai para dar o combate no John John, é facilmente driblado. A bola vem pra lateral esquerda e vem o cruzamento pra área. O John John já tá dentro da área esperando o toque para trás do La Quintana. O Hércules tá trotando, vindo no meio de campo pr pra zaga. Ah, Gabriel, mas não era o Hércules para pegar ali. Era o meia é do volante adversário. Teve muita gente falando bem assim: “Ah, a marcação tava errada. O Manuel e e não tava marcando ninguém no lance”. Gente, existe um negócio chamado sobra. Quando você tem dois zagueiros para marcar um centroavante, um marca, o outro marca a bola. É a sobra. É o cara que ataca a bola e o outro ataca o adversário. O later o time adversário tem três atacantes no geral, né? Um ponta é marcado pelo um lateral, o outro ponto é marcado pelo outro lateral, sendo mais preciso aqui era o Fuentes pegando la Quintana e um zagueiro pega o centroavante, o outro zagueiro faz a sobra. E quem pega os laterais adversários, se eles avançarem os pontas. Então era o Canob e o Cerna. E quem pega o meia que tá entrando na área? Os volantes. Pega o primeiro e o terceiro gol. Você tem entrando na área o John John para fazer o gol no primeiro e os volantes não estavam lá. E você tem no terceiro gol o o toque de cabeça do Laquintana sozinho, é porque o Fuentes tá tendo que marcar o Eric Ramirez, que entrou na área sozinho depois que os dois volantes flumens saíram para dar o combate e não combateram. Isso somado a um Guga que afasta para trás na hora do gol. Então assim, tem problemas ali que são de ordem técnica e tática, tem, mas tem muito problema de desconcentração. E falei do Hércules aqui porque no último lance do jogo já com 4 a do, ou seja, podia ter largado para lá, o Hércules dá um pique do ataque até a zaga e conta com o jogador do Red Bull Bragantino escorregando e o outro tomando uma adesão completamente errada para conseguir um desarme preciso, muito bom. E é por isso que o Hércules é titular e tá onde tá, porque apesar do desligar no início do jogo dos dois tempos, no final do jogo tava correndo feito doido. Mas não dá pra gente ignorar essa parte. Então hoje o Fluminense, o que que o tá acontecendo com o Fluminense? Se concentra nas copas. E eu falei que a gente já viu em 2023 para poder fechar essa análise aqui. É, é porque a gente viu exatamente isso em 23. Que que aconteceu em 23? O Fluminense fez exatamente esse Campeonato Brasileiro, um campeonato brasileiro que durante um um certo período de tempo colocou o Fluminense na parte alta da tabela. a gente fez agora os primeiros seis meses. Foi exatamente isso. Um campeonato brasileiro depois quando entrou na fase agura da Libertadores virou segundo plano. A gente perdeu jogos assim de Brasileirão, mas que irritaram no nível bizarro. Bahia, Atlético Mineiro, eh a própria dificuldade para ganhar do Cruzeiro em casa também naquele jogo. A série de jogos em 2023 que foram assim, lembra do Goiás? O Goiás, a gente chega, tá perdendo, se eu não me engano, de 3 a 1 num determinado momento. Então, a atenção era muito dividida, não, a atenção era toda na Libertadores e no Brasileirão foi levando, mantendo na parte alta da tabela. Agora tá exatamente assim. Exatamente assim. Qual que é a diferença que eu tenho visto nesse ano? Duas, principalmente. Uma, tem uma competição a mais. Aquele time de 23 caiu na Copa do Brasil nas oitavas final, estreou e caiu pro Flamengo. Ponto. Perdeu rápido. Tinha mais datas, tinha uma competição só para focar. Esse tá com duas para focar. Outra diferença, neste caso, quando desse ano, quando entra alguns jogadores reservas, eles tendem a achar, a dar mais importância e a valorizar mais e estarem mais concentrados. Tenho percebido isso. O jogo contra o Bahia é uma mostra disso. Tanto que a gente faz 1 a 0, toma virada. Por questões técnicas, não é questão de atenção. Obviamente, se o time é reserva, ele pode até ter mais atenção, mas ele é pior do que o time titular no geral, né? O time de 23, não, o time de 23 caiu o ritmo junto. Até porque eu tento achar que a distância dos titulares pros reservas dos 23 eram bem é bem gritante. Se a gente fizer um revisionismo depois a gente percebe isso. Time de reserva de 23 era bem abaixo. Então assim, eh, eu acho que tem essas duas diferenças nesse ano. Qual que é a minha conclusão? Por que que o Cerne e o Canob jogaram ontem? Porque que o próprio Hércules jogou ontem? Aí tá, tá meio difícil de explicar. Óbvio que Fuentes e Gugga já são reservas, os próprios zagueiros. Por que que o Freitas jogou ontem? Por que não rodar o time e aproveitar que já que o time tá entrando tão desconcentrado, bota os caras para jogar na competição que estão estão focados e bota outros jogadores para jogarem nas competições que na teoria não tá ninguém ligando, porque aí, meu amigo, o arroz e feijão que você nem liga porque é o de todo dia, o ordinário, você quer o churrasco, galera que tá com fome vai comer desesperada e aí numa dessa entra alguém jogando bem no Brasileirão consistentemente, ganha vaga. Mas isso precisa de uma leitura do Renato. Eu não quero ensinar o Renato a ser treinador, mas a minha visão de fora é que hoje o Fluminense tem um problema, que no final das contas, se aquela chapada do Boca, os 89 lá naquele segundo tempo entra no ângulo, a gente ia tratar o time de 2023 como um time talvez indolente, que largou o Brasileirão e ficou sem nada na mão. Vai, vai ficar refém de um título nas copas se quiser jogar o Brasileirão desse jeito. Por que a gente não cai de uma das competições assim? Aí é melhor nem jogar, né, gente? Aí é melhor nem jogar, né? O foco tem que estar nas três, talvez com algumas alterações de jogadores e mostrar pro jogadores que que é uma coisa que talvez em alguns casos o Renato tá tendo dificuldade ali. Se não jogar bem, não vai jogar. Se não tiver concentrado nos jogos que são normais não vai. Se não comeu arroz e feijão com toda vontade, sem reclamar, não vai na churrascaria. Tá, talvez esteja faltando isso. E me incomodou quando o Renato dá o recado na coletiva e eu até penso assim, pô, Renato tá sendo duro com jogadores, né? Tá metendo recado, chega na zona mista e o Guga fala na maior normalidade. A gente entrou abaixo mesmo pelo aquecimento. Ele falou que já dava para ver. Me incomodou, mas quinta-feira é Copa, eu espero um time diferente em campo. Até a próxima. Valeu,